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sábado, 18 de maio de 2013

#9: um livro que ganhei de presente

esse post faz parte do Desafio dos 50 livros.



O único tipo de escritor [que eu] poderia ser é o tipo que se expõe... Escrever é consumir a si mesma, apostar a si mesma. Mas até agora eu não consegui gostar nem do meu próprio nome.
***


Ganhei os Diários de Susan Sontag no meu aniversário de 20 anos, da querida Tory - que nunca erra na escolha pra mim. A identificação com Susan foi imediata e eu devorei cada palavra muito rápido, mas acabei nunca trazendo aqui pro blog, apesar dos muitos grifos. O livro reúne trechos dos cadernos de 1947 a 63, em que a incrível Susan compartilha de suas angústias, dramas, leituras e conclusões sobre a vida, a sexualidade, a escrita. O período é agitado: ela se casa, tem um filho, troca de universidade, começa a ter experiências homossexuais e finalmente dedica-se ao trabalho novamente, com empenho, buscando encontrar-se.

terça-feira, 7 de maio de 2013

#50: um livro que você recomenda

esse post faz parte do Desafio dos 50 livros.


"A escrita não ressuscita. Ela enterra." 
Em A  culpa é das Estrelas, 
por JOHN GREEN.

Sim, eu vou postar o desafio fora de ordem. Minha mente não está preparada para se conformar com as amarras da sociedade e dos memes. Me deixem.


~~

A curiosidade fez com que eu devorasse a história de Hazel e Gus muito rápido - o que foi bom, intenso, cheio de significado. Cheio de frases deliciosas pra guardar no coração, cheio de identificação. Mas sinto que preciso ler de novo. Devagar. Buscando conforto naqueles cantos escondidos que sempre passam batido na primeira vez, ainda mais quando tão intensa. É uma história sobre vida, sobre morte, sobre o valor que damos às coisas, sobre como o amor é intrigante e cheio de nuances e como tudo pode ser visto por infinitas perspectivas diferentes e incríveis. Eu diria mais, mas seria injusto com quem ainda não leu dar qualquer tipo de spoiler. A narrativa emociona, mesmo quando desconfortável. Então, se eu tiver que dizer apenas uma coisa, será: leiam.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

#4: um livro sobre animais

Demorei mais de um ano para aparecer aqui e surjo com um livro que não tem grifo? Isso mesmo.
Dessa vez eu pretendo terminar o desafio, juro. Até o fim, juro. HAHA. Fiz uma planilha pra isso e tudo.

E estou lá na página do Facebook sempre, pra quem acha que o amor morreu. :P

esse post faz parte do Desafio dos 50 livros.



de BOO: The life of the World's Cutest Dog
de J. H. LEE





No fim do ano passado, recebi de um amigo que voltava do exterior a promessa do presente mais fofo do mundo. Nem preciso dizer que fiquei curiosíssima para saber o que era, né? Mas, como sou da opinião de que se é pra ser surpresa, que seja até o fim, não pedi que me contasse. Quando nos encontramos, sem acreditar que pudesse haver TANTA fofura assim num presente só, sofri uma surpresa (e uma overdose de ~arcoiros~): o livro do Boo, o cãozinho que já costumava encher a minha timeline do facebook de doçura. Sério: mora na cabeceira da minha cama e sempre que estou pensando em coisas ruins demais eu folheio as fotos super gracinha e morro de rir com as legendas e o dia a dia do pet. Não dá pra não se apaixonar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

#3: um livro que te fez rir

esse post faz parte do Desafio dos 50 livros.



"Imaginei toda uma filosofia baseada na ideia de que o desperdício é o mal e a criação é o bem. Enquanto você está criando algo, tudo bem. O único pecado é o desperdício de suas potencialidades."

em E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques
de WILLIAM  S. BURROUGHS e JACK KEROUAC

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Não é nenhum segredo pra quem me acompanha aqui (ou em qualquer um dos meus outros blogs) que eu sou fascinada pela literatura Beat. E estava demorando para aparecer um dos livros dessa geração por aqui. Pois bem: E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques conta a história (real!) de um crime passional praticado por Lucien Carr, amigo de Burroughs e Kerouac em Nova York. Só foi publicado após o falecimento dos envolvidos e seus capítulos alternam-se entre dois narradores: William e Mike (respectivamente Burroughs e Kerouac). A história não é humorística, é claro, mas a forma como é contada me divertiu bastante. Então, se você curte rir com a tragédia alheia, pode embarcar confiante nessa. Se você tem um stalker e não sabe o que fazer com ele... Bom,  pode acabar te dando uma ideia. =P

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

#2: um livro inesquecível

esse post é parte do Desafio dos 50 livros.



"minha razão naquele momento trabalhava a todo vapor, suspeitando menos ainda que a razão jamais é fria e sem paixão, só pensando o contrário que não alcança na reflexão o miolo propulsor."


em um copo de cólera
por RADUAN NASSAR

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Ganhei "um copo de cólera" da Tory, que, me conhecendo muito bem, ainda deixou na dedicatória um "Ninguém é mais sentimento que você". Isso era 2008, e eu era muito mais crua do que hoje no quesito relacionamentos. Então a obra de Raduan Nassar passou por mim como um choque de realidade, um tapa na cara, um alívio e um sufoco ao mesmo tempo. Até hoje, quando leio esse livro, eu  perco o fôlego em alguns trechos, me identifico mais do que deveria em outros e, essencialmente, desejo ler tudo de novo como se tudo tivesse acontecido comigo (e não). Não dá para esquecer. Quem gosta de livros passionais e vive perdendo a razão por aí vai se encontrar nele também.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

#1: o último livro que li


"after all, it's all just a bit of a fuckin'
laugh, all this, innit? you don't
wanna take life too seriously.
If you don't laugh you'll fucking cry."

em Booky Wook 2: This time it's personal
por RUSSEL BRAND 



Numa (péssima) tradução livre: "afinal de contas, é tudo apenas um pouco de uma porra de um sorriso, tudo isso, né? você não quer levar a vida tão a sério. se você não rir, vai chorar."

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Booky Wooky 2 é o segundo livro biográfico do humorista Russel Brand, que é conhecido por grande parte do universo como o ex-marido de Katy Perry. Como não se apaixonar por um ex-viciado que utiliza referências a Laranja Mecânica e a gostos musicais obsucuros para escrever suas memórias? Cheio de histórias que recriam a fama de Russel e as enrascadas em que se meteu graças à ela, não tem como não se divertir o tempo todo com o humor do inglês. E mais: mesmo vindo de um homem perdido, você acaba levando conselhos para a vida. Comprei em Londres para me distrair mas acabei deixando de lado na viagem e só fui ler realmente agora, já em casa. Até me arrependi: as férias teriam sido ainda mais leves com Brand por perto. :)




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